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Escritos da XamAMquinta-feira, 4 de agosto de 2011 Dizeres da Xamã Fiz uma longa viagem, cheia de trilhas, ritos, encontros...sentí que realizei verdadeiramente o que me determinei a cumprir. Realizei muitos ritos com as ervas sagradas na Alemanha e Estonia, reveladoras cabanas da purificação, me ví mais uma vez sendo solicitada a repassar ensinamentos que guardo e comungo há mais de 25 anos com as pessoas. Visitei fortes e valorosas comunidades como Damanhur, onde havia sido convidada desde o ano passado a estar com eles, ofertando minha energia juntamente com a deles para que o templo do Povo fosse construído. Fui muito bem recebida por aquelas pessoas que de verdade sabem o que é uma comunidade, como se trabalha, as dificuldades que existem e justamente por esse motivo respeitam as pessoas que pioneira e corajosamente se lançaram em uma empreitada desse teor. Lembrando que nossa comunidade Terra Mirim tem 25 anos de constituída. Fico até me perguntando que outra comunidade aqui na Bahia resistiu tanto. E aí me permito divagar sobre o porque, aqui em nossa terra, onde há tantos anos trouxemos questões, paradigmas tão atuais, temas como o xamanismo quando naquele tempo ninguém nem sabia o que era essa filosofia e forma de viver, somos quase sempre excluídos e omitidos. Será o ranço da colonização? Enfim, permito-me deduzir que se entendeu quase nada do que fazemos, mas lhes digo que não desistimos, vamos continuar sim a incomodar, falar, questionar, a buscar a coerencia da palavra e do ato, vamos sim! E retornando para a bela Damanhur posso lhes dizer que o trabalho coerente e vanguarda realizado ali é indescritível! Vejam o site deles, é muito lindo! quarta-feira, 17 de agosto de 2011 Wachuma É uma das plantas mais antigas da América do Sul. A prova mais antiga remonta ao ano de 1.200 a.C. Vemos na imagem ao lado uma mulher com cara de coruja, possivelmente uma xamã, segurando o cacto Wachuma, cientificamente conhecido como Trichocereus Pachanoi, onde se pode deduzir que as mulheres eram as grandes sacerdotisas confirmada essa dedução pela descoberta da importante Huaca Cao no norte peruano, onde uma mulher, Senhora de Cao, era a xamã e líder de seu povo, os moches. Uma das maiores descobertas realizadas até hoje no Peru, uma mulher como governanta e xamã. Nessas civilizações Wachuma era utilizado buscando a proteção dos deuses e a comunicação com os seres das galáxias.Quando os espanhóis chegaram a nossa América, os nativos substituiram o nome Wachuma pelo nome San Pedro em uma tentativa de sincretização com o santo católico a quem era atribuído o poder de abrir as portas do céu. Um texto eclesiástico dizia que os xamãs tomavam a bebida chamada Achuma, e como era muito forte, depois de tomaram perdiam o juízo e ficavam privados dos sentidos,tinham visões nas quais aparecia somente o diabo. Interpretação totalmente contrária a visão xamanica, onde a função mais importante do rito é a ampliação dos sentidos. Exatamente como aconteceu com o Peyote no México e o resultado da ignorancia é a oposição descabida ao cerimonial onde Wachuma é a fonte de onde se bebe a água que mata toda e qualquer sede. Trata-se de um cacto que chega a atingir a mais de dois metros de altura, tendo a mescalina (Peiote Clique aqui para abrir o Blog da Xamam. http://xamaalbamaria.blogspot.com |
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